O goleiro Rafael teve a sua atuação muito criticada na noite de quarta-feira, quando o Fluminense foi goleado por 5 a 1 pela Liga Deportiva Universitária, a LDU, em Quito, no Equador, pela partida de ida da decisão da Copa Sul-Americana. Parte dos torcedores tricolores reclamaram principalmente dos dois primeiros gols equatorianos, em chutes que foram na direção do arqueiro, e do terceiro tento, quando Rafael não tentou defender a cabeçada de Méndez.
Na manhã desta sexta-feira, em entrevista à Rádio Brasil, o preparador de goleiros do Fluminense, Víctor Hugo, saiu em defesa do seu comandado. "No primeiro gol a bola raspa na cara do Cássio e muda de direção. Quem nunca conviveu com a altitude não sabe que jogar lá é muito complicado, ainda mais para o goleiro, por conta da velocidade da bola. Além disso, temos que lembrar que os jogadores da LDU foram muito felizes nos chutes", disse o preparador de goleiros.
Victor Hugo disse que conversou com Rafael após a partida e que o mesmo disse a ele que a altitude realmente foi um complicador dentro de campo.
"Ele me confirmou tudo o que já tinha falado para ele que ia acontecer, ou seja, que as bolas vinham muito rápidas na direção deles. Mas temos a certeza de que se esses chutes fossem dados no nível do mar, com certeza ele teria praticado a defesa", afirmou.
Víctor Hugo disse que pretende manter o trabalho que vem sendo feito com Rafael, sem que nada do que estava planejado seja alterado por conta do resultado em território equatoriano. O preparador disse que o atleta já está focado na partida do próximo domingo, às 17 horas (de Brasília), contra o Vitória.
"O Rafael vem bem no nível físico, técnico e psicológico. Por isso tenho passado para ele apenas a necessidade de reforçar o que vem sendo trabalhado e pensar apenas na partida contra o Vitória. Agora não adianta olhar para trás, pois o jogo contra a LDU não volta", disse o preparador de goleiros.
Víctor Hugo disse ainda que não tem nenhuma preocupação com algum tipo de hostilidade que possa ser feita contra Rafael por parte de torcedores no Maracanã. Ele lembrou da festa feita pela torcida na chegada da delegação de Quito, na noite de quinta-feira.
"Não me preocupo com isso, pois essa torcida foi maravilhosa e já levantou a moral do grupo com aquela recepção no aeroporto. Isso com certeza serve de combustível para o Rafael e para todos os jogadores do Fluminense. Não é qualquer torcida que faz esse tipo de coisa. Eu mesmo fiquei emocionado", afirmou o preparador.
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