Desde que a disputa por pontos corridos foi adotada definitivamente como regra, a partir do Brasileirão de 2003, nós, que gostamos de futebol, temos nos esforçado para elogiar o método usado com sucesso pelos maiores campeonatos europeus.
Dizemos que é a forma mais justa de medir a performance de cada time. Afinal, são nada menos que 38 rodadas, todos contra todos, em turno e returno, com as equipes equilibrando forças em casa e no estádio do adversário. Cada jogo tem o mesmo peso e quem souber somar mais pontos nesta longa caminhada, levanta o caneco. Simples assim.
Costuma-se dizer que o time mais regular no final sempre ganha. E é exatamente aí que vejo um pequeno problema. Nos aproximamos da antepenúltima rodada e como está a tabela? Com aquele time mais uma vez na frente. O atual campeão precisou defenestrar seu técnico-xodó, mas voltou devagarinho ao topo e parece caminhar para o desfecho que já se repete há três anos. Com sua regularidade, parece que o tricolor paulista entende melhor das regras que os outros 19 times. O campeão regular voltou.
E se é a regularidade que conta, de nada vale a belíssima caminhada do Galo e do Internacional no primeiro turno e a palmeirense em boa parte do campeonato. Serão somente belos cavalos paraguaios. Jogue-se ao lixo a arrancada cruzeirense após o trauma da Libertadores e desperdice-se os gols da dupla Pet e Adriano (o Flamengo se aproxima, mas não depende só de si).
Mesmo no mais equilibrado dos campeonatos recentes, parece que descobrimos a melhor maneira de manter o laço da caixinha de surpresas intocado.
Não é preciso empolgar, basta ser regular.










